quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tributo ao 4-2-3-1 do Botafogo - Flagrantes táticos

Me sinto na "obrigação" de escrever este post e assumir que considero o Botafogo o time que mais me agrada ver jogar neste Brasileirão 2011, porque declarei recentemente, principalmente nos programas em que participei no canal Esporte Interativo, que o trabalho do técnico Caio Jr. no Flamengo não me agradou, e que achava pouco provável o sucesso deste treinador no comando técnico do alvinegro carioca, com o elenco que ele encontrou ao chegar à General Severiano.


Na última segunda-feira, dia 17 de outubro, ao participar do programa "Bem Amigos" do canal Sportv, o técnico Caio Jr. decretou: "O Botafogo não atua no 4-4-2. O Botafogo atua no moderno 4-2-3-1".

Pois bem, neste 4-2-3-1 do alvinegro carioca dirigido por Caio Jr. o posicionamento de referência dos jogadores em campo está representado no diagrama tático ilustrativo abaixo. Principalmente quando o Botafogo exerce o combate ao adversário, quando este busca sair do seu campo defensivo de posse da bola.
Elkeson costuma recuar pelo meio da cancha para colaborar com a marcação, posicionado próximo ao camisa 8 Renato, e ao camisa 5 Marcelo Mattos. Herrera normalmente busca bloquear o lado esquerdo do time adversário, se posicionando aberto pelo flanco direito do campo ofensivo alvinegro. Maicosuel procede da mesma forma, só que pelo flanco esquerdo de ataque do Botafogo, e o Loco Abreu é o primeiro alvinegro a dar combate na saída de bola adversária.

Porém, quando este Botafogo está de posse da bola a movimentação calcada na troca de posições entre o quarteto, Herrera, Elkeson, Maicosuel e Abreu é grande, principalmente entre o argentino, "cria da cantera canalla", e o jovem talento maranhense de Coelho Neto, o camisa 9, Elkeson. 
Confira nos flagrantes táticos extraídos da última vitória do alvinegro carioca neste returno do Brasileirão 2011:
Botafogo 2 x 0 Atlético PR, partida realizada no estádio do Engenhão, no último dia 16 de outubro.
Neste primeira imagem observamos a trinca de "meias" gerando jogo através da aproximação, buscando a compactação para uma segura troca de passes pela meia esquerda da sua intermediária de ataque, e abrindo o caminho para a participação ofensiva dos seus laterais. Neste caso, Maicosuel libera um corredor pelo flanco esquerdo para o avanço de Éverton, que contra o "Furacão", substituiu Cortês, lateral esquerdo titular. 


Vindo de trás, dando literalmente suporte técnico ao quarteto de frente, e com uma qualidade de passe e visão de jogo, que nos remetem aos grandes "camisas 8" entre as décadas de 60 e 80, o Botafogo conta com o excelente volante Renato. Neste flagrante, o segundo volante, Renato (6 assistências no Brasileirão), se posicionou a frente de Elkeson (8 assistências), e aberto pelo flanco direito, contou com o deslocamente e aproximação de Maicosuel, e a comum participação ofensiva da sua dupla de zaga.
Neste caso, o flagrante é com o zagueiro Fábio Ferreira, em um lance de bola rolando, e não apenas em uma jogada de bola parada, como é mais frequente na maioria dos times das táticas óbvias ou se preferirem, pouco ousadas.


Este flagrante tático é o mais fiel ao posicionamento de referência dos jogadores alvinegros dentro do 4-2-3-1 elaborado pelo técnico Caio Jr.
Marcelo Mattos mais a equerda e mais próximo a dupla de zaga que o camisa 8 Renato, posicionado mais a direita e mais próximo do trio de "meias", Herrera, Elkeson, e Maicosuel.
Neste lance Maicosuel de posse da bola e de costas para o gol adversário, fez o pivô para buscar a jogada associada com o lateral esquerdo Éverton que se projetava ao ataque, emulando o bastante ofensivo e titular, Cortês. 


Neste flagrante tático, já durante o segundo tempo da partida contra o Atlético PR, temos a movimentação e troca de posicionamento entre os 4 jogadores de frente do Botafogo. Herrera é o jogador mais avançado, Elkeson se livrou da marcação e se apresentou livre pelo lado direito, Loco Abreu aparece mais centralizado e mais recuado do que o de costume, e apenas Maicosuel (de posse da bola) está situado no lado do campo que é seu posicionamento de referência.
É nítida a vantagem do quarteto alvinegro, que além da posse da bola, enfrentaram neste lance o mesmo número de marcadores, sendo que nenhum dos 4 jogadores do Atlético PR estavam posicionados de frente para a bola, pois corriam de lado para a meta que defendiam.
O Botafogo é um time que pode atacar com seus principais homens de frente posicionados praticamente em linha, pois o seu treinador e o quarteto ofensivo alvinegro sabem que terão o suporte de jogadores como Renato, Lucas e Cortês, para que a bola chegue até eles com qualidade e por diferentes caminhos. Por dentro da cancha, ou pelos flancos. Em passes aproximados, ou bolas longas 'limpas', principalmente através do maestro Renato Dirnei Florêncio Santos, cria do Guarani de Campinas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Se liga, Vasco! Perfil técnico e tático da la "U" que vem por aí!

O Argentino Jorge Sampaoli, DT da la "U"

O último adversário eliminado pela Universidad de Chile nesta Copa Sulamericana 2011 foi o Arsenal de Sarandi.
A la "U" venceu os dois confrontos contra a equipe argentina.
Na primeira partida, na Argentina, vitória da equipe chilena pelo placar de 2 a 1. Na partida de "volta" no Chile, a la "U" venceu por 3 a 0.
No campeonato chileno a Universidad de Chile segue líder do torneio Clausura com 10 pontos de vantagem sobre o Cobreloa, segundo colocado. Confira a tabela:


Diagramas táticos ilustrativos com base nas partidas frente ao Arsenal de Sarandí:

Na partida disputada na Argentina, o DT Argentina da la "U", Jorge Sampaoli repetiu o mesmo time e desenhos táticos que utilizou contra o Flamengo no Engenhão. Confira!


Na partida de volta, no Chile, contra o mesmo Arsenal de Sarandi, e com a vantagem do empate, Sampaoli levou a campo uma Universidad de Chile organizada através do 3-4-3 (3-3-1-3).
Esta formação titular e desenho tático pode variar para o 4-3-3, pois Eugenio Mena poderá também ocupar a lateral esquerda. O time chileno deverá explorar o lado direito da defesa vascaína, com as presenças pelo setor dos jogadores, Mena, Lorenzetti, e o revezamento do trio de atacantes, principalmente Castro e Vargas, realizando diagonais em direção a grande área vascaína. Confira diagrama tático:

O diário chileno "Prensa fútbol" aposta nesta escalação e formação tática destacada no diagrama acima, como a mais provável para a partida desta quarta-feira, em São Januário. Porém, o DT Jorge Sampaoli ainda não definiu oficialmente o time que começará jogando diante do Vasco. A principal dúvida de Sampaoli está em escalar o lateral/ala direito argentino Matías Rodriguez, como tem feito nas últimas partidas fora de casa (como no primeiro diagrama tático), ou optar por 3 atacantes, com a inclusão do argentino naturalizado chileno, Gustavo Canales.
Outra possibilidade seria escalar Matías Rodríguez na vaga de Osvaldo González, e optar por mais um meio campista (Guillermo Marino) ao invés de 3 atacantes. Aí teríamos um 4-4-2 menos flexível, com Matías Rodriguez e Mena nas laterais, e um losango de meia cancha formado por Marcelo Díaz, Charlles Aranguiz, Guillermo Marino e Gustavo Lorenzetti.


Se no atual torneio Clausura chileno, o atacante Francisco Castro é o goleador da la "U" na competição com 8 gols marcados, Eduardo Vargas lidera a artilharia da Copa Sulamericana com 7 gols. Confira:


O técnico Jorge Sampaoli e o enganche argentino Gustavo Lorenzetti opinaram sobre o Vasco:
"Jogaremos contra a melhor equipe do Brasil, temos que estar bem compenetrados na partida para tentarmos ser protagonistas contra uma equipe que é muita rápida, vertical e que seguramente buscará ser intransponível como local" (DT Jorge Sampaoli)

´´É o rival mais complicado que teremos. É muito agressivo quando de posse da bola e possui jogadores muito bons. Temos que estar 100% se quisermos obter um bom resultado." (Lorenzetti)



Confira agora o primeiro post que publiquei sobre a Universidad de Chile quando o time chileno se classificou para enfrentar o Flamengo dentro desta mesma Copa Sulamericana 2011:




Apesar de ter sofrido por vários anos convivendo com derrotas ao jogar no Brasil como visitante, inclusive uma derrota histórica para o Flamengo, quando foi goleada por 7x0 em confronto válido pela Copa Mercosul de 1999, nas últimas seis partidas que disputou em território brasileiro, a Universidad de Chile, só saiu de campo derrotada uma vez: Foram 4 empates, uma vitória, e uma derrota, nas últimas seis visitas ao nosso país.



Vale destacar que contra o Flamengo, pela Copa Libertadores 2010, a la “U”, então dirigida por Gerardo Pelusso, e comandada dentro das 4 linhas, pelo argentino Walter Montillo, conseguiu um empate (2x2) e uma vitória (3x2), jogando contra o rubro-negro carioca, em pleno estádio do Maracanã.


Restando ainda cinco rodadas para o término da primeira fase do torneio Clausura Chileno, a Universidad de Chile, após vencer o “Unión La Calera” por 3 a 2, se classificou para os playoffs do torneio Nacional, lidera a competição com 32 pontos em 12 jogos, 10 pontos a mais que o Colo Colo e o Audax Italiano (ambos dividem a segunda colocação com 22 pontos cada), e segue firme na busca do bicampeonato.


Os artilheiros da la “U” no atual Clausura são o atacante Francisco Castro (7 gols), o meia de criação Gustavo Lorenzetti (6 gols), e o veloz atacante Eduardo Vargas (5 gols). O time comandado por Sampaoli conquistou o torneio Apertura realizado no primeiro semestre de 2011, e o artilheiro da equipe na competição foi o atacante Gustavo Canales com 11 gols assinalados.


A la “U” dirigida pelo argentino Jorge Sampaoli, começou o Clausura de forma arrasadora, conquistando 9 vitórias consecutivas, mas caiu um pouco de produção a medida em que dividiu as atenções com as partidas válidas pela Copa Sul-Americana, já que passou a mesclar titulares e reservas nos confrontos nacionais.


Depois do destacado bom início dentro do campeonato nacional, “los azules” empataram por duas vezes antes da vitória sobre o “Union La Calera” na última rodada: Santiago Wanderers (1x1) e Deportes Iquique (2 x 2)


Jogadores da Universidad de Chile, equipe protagonista na posse de bola e que busca recuperar a marca recente de 10 situações de gol criadas por partida, declararam que estão bem fisicamente, portanto, em plenas condições para suportar bem os 90 minutos contra o Flamengo, no estádio Olímpico João Havelange, nesta quarta-feira as 21h50min.


O DT Sampaoli tem organizado taticamente a Universidad de Chile variando entre o 4-3-3 (4-2-1-3), o 3-4-3 (3-3-1-3), e destacadamente o 4-4-2 (4-3-1-2) com variação para o 3-5-2 (3-4-1-2).


Assim “los azules” vem atuando dentro da Copa Sul-Americana 2011:


Na fase “local” da Copa Sul-Americana, contra o também chileno, Deportes Concepción, a la “U” se classificou para a fase seguinte após empate por 2 a 2 e vitória por 2 a 0.


Depois, contra as equipes uruguaias, Centro Atlético Fênix, e Nacional de Montevideo, a Universidad de Chile obteve 3 vitórias e um empate. Marcou 4 gols e não sofreu nenhum, destacando até aqui uma boa solidez defensiva do time dirigido por Sampaoli.


 Registrando que no atual torneio Clausura chileno a Universidad de Chile é com folga, a defesa menos vazada, pois sofreu 8 gols, enquanto que no segundo posto, com 13 gols sofridos cada um, estão empatados o Cobreloa, o Deportes La Serena, a Universidad Católica, e Unión Española.


Gustavo Lorenzetti será "outro Montillo" no caminho rubro-negro?


O Flamengo deverá ficar atento ao canhoto enganche argentino Gustavo Lorenzetti, 26 anos, 1,64 de altura, cria do Rosário Central, que apresenta como principais qualidades o bom passe vertical, destacado arremate de fora da área, satisfatória visão de jogo para organizar a equipe a partir da meia cancha, e habilidade em velocidade.


Confira lances do canhoto enganche argentino, Gustavo Lorenzetti:



Diagramas táticos ilustrativos


Possível escalação da Universidad de Chile com base no 3-4-3(3-3-1-3)



(25)Johnny Herrera; (2)Marcos Gonzalez, (4) Osvaldo Gonzalez e (13)José Rojas; (20)Aranguiz, (21)Diaz e (3)Mena; (22)Lorenzetti; (16)Castro, (17)Vargas e (11) Gallegos.

Provável escalação da Universidad de Chile contra o Flamengo, com base nos mesmos nomes e esquema tático(4-3-1-2 com variação para o 3-4-1-2) utilizados frente ao Nacional de Montevideo, no Uruguai:

(25)Johnny Herrera; (6)Matías Rodríguez, (2)Marcos Gonzalez, (4)Osvaldo Gonzalez e (13)José 'Pepe' Rojas(capitão); (20)Charles Aránguiz, (21)Marcelo Diaz e (3)Eugenio Mena; (22)Gustavo Lorenzetti; (16)Francisco Castro e (17)Eduardo Vargas.


Abaixo apresento um flagrante tático da Universidad de Chile em sua última partida contra o Nacional de Montevideo, evidenciando a flexibilidade de seu 4-3-1-2, que no transcorrer do jogo também ganha a forma de um 3-4-3 (3-4-1-2):


 
Elenco que possibilita protagonismo na posse de bola e versatilidade tática


A la "U" promove qualificadas tramas em velocidade a partir dos passes verticais (médios/longos) executados pelo seu enganche Gustavo Lorenzetti. Este meia argentino canhoto é o principal responsável por acionar os ágeis atacantes Castro e Vargas, para que estes se desloquem através de diagonais em direção a grande área rival. Lorenzetti também aciona o coringa de meia cancha, Aránguiz, que possui boa chegada a frente, e os "laterais azuis", principalmente, o bastante ofensivo, Eugênio Mena, pelo flanco esquerdo, gerando assim, tabelas e triangulações que caracterizam o volume de jogo da Universidad de Chile, equipe que busca tomar a iniciativa de jogo, porque é um time que deseja a posse de bola.

O camisa 2, Marco González, e o camiseta 4, Osvaldo González, são os nomes de referência para a conclusão em gol dentro da área adversária nas jogadas de bola parada executadas pela la "U", e a atual dupla de ataque titular, formada por Eduardo Vargas e Francisco Castro, possui bastante mobilidade ofensiva, com constantes deslocamentos pelos dois lados da grande área adversária, e recuando para se oferecerem como opção de tabela para os homens que chegam detrás, como, Lorenzetti, Charles Aránguiz, Mena, e Guillermo Marino, outro argentino de meia cancha, boa opção do DT Jorge Sampaoli. 


Vale destacar, além da provável escalação do habilidoso e veloz segundo atacante Eduardo Vargas, já conhecido dos rubro-negros*, a versatilidade tática de jogadores como Charles Aranguiz, que pode jogar em todas as posições de meia cancha, Matias Rodríguez, argentino cria do Boca Juniors, que pode atuar como lateral dos dois lados do campo, como zagueiro, e também como volante, e Alejandro Acevedo, que pode atuar como volante central ou zagueiro.
Outro argentino no elenco da la "U" é o volante Guillermo Marino, cria do Newell's Old Boys, e que costuma render melhor quando atua pelos lados do campo, apesar de originalmente ser um meia de criação.
* O atacante Eduardo Vargas atuou contra o Flamengo na Copa Libertadores 2010, e nesta Sul-Americana 2011 é o vice artilheiro da competição com 3 gols assinalados até  o momento.
Outros jogadores que também atuaram contra o rubro-negro carioca na Libertadores 2010, foram: O argentino lateral direito e volante, Matías Rodríguez, e o atual capitão do time, zagueiro e lateral esquerdo, José 'Pepe' Rojas.


Vice artilheiro no torneio Apertura 2011 com 11 gols marcados, o atacante argentino naturalizado chileno, Gustavo Canales (cria do Gimnasia y Esgrima La Plata), em fase final de recuperação de uma lesão no tendão de Aquiles, não viajou nesta segunda-feira com a delegação da Universidad de Chile para o Rio de Janeiro, e portanto, está fora do primeiro confronto contra o Flamengo.
Segundo o diário chileno "El Mercurio" o motivo da ausência de Canales na delegação que viajou hoje rumo ao Brasil, teria sido uma resposta do DT Sampaoli ao ato de indisciplina do jogador que ao saber que não seria escalado de início contra o Flamengo, teria deixado de participar de alguns exercícios durante o treinamento de "los azules".




“Os favoritos somos nós (…) nossa obrigação é buscar o resultado no Brasil, e aqui (...) É um rival que vem de vencer partidas ante adversários difíceis, porém, aqui somos ponteiros, estamos bem e recuperando jogadores(lesões). Somos um rival perigoso”.


(Jorge Sampaoli, DT Argentino que dirige a Universidad de Chile)


Sampaoli declarou ainda que se a la “U” lograr a posse de bola para através dela manter sua  qualificada intensidade de jogo, terá pela frente um Flamengo “acessível”, ou seja, um time que não costuma exercer forte marcação sobre os seus oponentes, pois geralmente deixa o adversário jogar.


A Universidad de Chile conta com 5 argentinos em seu elenco atual.



São eles:


- Matías Rodríguez (zagueiro/volante) - Formado na base do Boca Juniors.


- Gustavo Lorenzetti (enganche) - Formado na base do Rosário Central.


- Guillermo Marino (volante/meia) - Formado na base do Newell's Old Boys.


- Diego Rivarola (atacante) - Formado na base do River Plate.


- Gustavo Canales (atacante) - Formado na base do Gimnasia y Esgrima La Plata.



terça-feira, 3 de maio de 2011

No Barcelona 1974, Xavi, Iniesta e Messi, "juntos, em um Cruyff, único!"


Real Madrid 0 x 5 Barcelona

Temporada 1973/74

22ª rodada da Liga Espanhola, em 17 de fevereiro de 1974.

Ficha técnica da partida:

Real Madrid: Garcia Remón; Morgado, Benito, Zoco e Rubiñan; Pirri, Velázquez e Netzer; Aguilar, Amâncio e Macanás.
D.T: Luis Molowny Arbelo*

*Luis Molowny, assumiu o comando técnico do time merengue apenas um mês antes do derby com o Barcelona, e com a responsabilidade de substituir o consagrado treinador Miguel Muñoz, que havia conquistado para o Real Madrid, entre 1960 e 1974, 9 títulos da Liga espanhola; Duas Copas da Espanha; Duas Copas da Europa e uma Copa Intercontinental.

Barcelona: Mora; Rifé, Torres, De La Cruz; Costas, J.C.Perez; Asensi, Marcial, Cruyff, Rexach e Sotil.
D.T: Rinus Michels, holandês que também comandou Cruyff no Ajax, e na seleção holandesa, vice-campeão do mundo, em 1974.
Gols: Asensi (30’), Cruyff (39’), Asensi (54’), Juan Carlos Perez (65’) e Sotil (69’).
Árbitro: Orrantia Capelastegui
Estádio: Santiago Bernabéu.

O Barcelona chegava a este jogo, como líder do campeonato, somando 31 pontos. O Real Madrid, 9 pontos atrás do clube catalão, era o 7º na tabela de classificação.

Ao final das 34 rodadas (18 clubes disputavam a Liga), o Barcelona se sagrou campeão com 50 pontos, o segundo colocado foi o Atlético de Madrid com 42 pontos, e o Real Madrid foi apenas o 8º colocado na tabela, com a soma de 34 pontos.

Assim como na seleção holandesa que cerca de quatro meses depois, na Copa do mundo de 1974, sob o comando do mesmo Rinus Michels, apresentaria ao mundo do futebol um 4-3-3 com constante troca de funções táticas, ocupação de espaços e marcação forte na intermediária contrária, o Johan Cruyff do Barcelona, também não possuía posicionamento fixo em campo.

No FC Barcelona Cruyff era o organizador de tramas ofensivas, na medida em que recuava até sua intermediária defensiva para receber o 2º passe, na saída de bola da equipe catalã (como Xavi); era o ponteiro ou meia-extremo, se apresentando pelos flancos para jogadas individuais agudas, em busca da linha de fundo (assim como Iniesta no 4-2-3-1 da seleção espanhola), e ainda, se posicionando pelo centro da cancha de frente para o gol adversário, próximo a meia-lua, servindo de opção para a tabela, buscar o arremate, e por em prática sua notável qualidade técnica para vencer os volantes e zagueiros rivais no mano a mano (como Messi).

Mesmo escalado inicialmente como um atacante, camisa 9 as costas, dentro do flexível 4-3-3 daquele Barcelona dirigido por Michels, Cruyff não tinha uma obrigação tática constante de atuar próximo ao gol adversário.

“Cruyff jugava de lo que queria”

Juan Carlos Crespo, periodista espanhol

Vale registrar que apesar do holandês ter atingido a expressiva marca de 16 gols na temporada 1973/74, os volantes/meias, Juan Manuel Asensi e Marcial Manuel Morales, assinalaram respectivamente, 11 e 17 gols naquela mesma temporada, na medida em que também não guardavam posicionamento tático fixo naquele time de Michels.

Em determinada situação de jogo podiam estar protegendo a frente da zaga ou as subidas dos laterais, principalmente pelo lado esquerdo, e em outros momentos do jogo, chegando à frente com constância, para concluir em gol, como nesta goleada sobre o time madrileno, quando Asensi marcou seu primeiro gol na partida, pós-jogada de Marcial pela ponta direita.

O camisa 11 Marcial, se projetou pelo flanco direito de ataque como falso ponteiro, driblou um marcador, penetrou na grande área merengue, e com um cruzamento curto e rasteiro, serviu a Asensi que chegava detrás, dentro da pequena área, para abrir o marcador no Santiago Bernabéu.

Os homens de frente que mais ocupavam os lados do campo no setor de ataque, naquele 3-2-5 identificado pelo periodista espanhol Juan Carlos Crespo, e pelas fotos destacadas ao final deste post, era o peruano, Hugo Sotil Yeren, com 11 gols assinalados, e o espanhol e camisa 7, Carles Rexach Cerda, autor de 9 gols na vitoriosa temporada do time catalão, que além de não guardar posição dentro do campo ofensivo, dividia com Cruyff, a responsabilidade pela cobrança dos lances de bola parada, nos lados da cancha.

Rexach, jogador cria do Barcelona, também foi destacado treinador nas divisões de base do clube, e trabalhou como auxiliar técnico de Cruyff no clube catalão, de 1988 até 1996.


Diagramas Táticos ilustrativos



Um 4-3-3 muito flexível (diagrama 1), um 3-2-5 (diagrama 2), identificado pelo periodista do El País e Canal +, o espanhol Juan Carlos Crespo, quando o camisa 4 Henrique Álvarez Costas se posicionava mais próximo do grande círculo central do que da sua meia-lua, e ainda, um 1-4-1-4 (diagrama 3), na medida em que o camisa 3 Torres jogava na sobra, atrás de uma linha de 4 homens posicionados a sua frente, e com os constantes recuos do camisa 9 Johan Cruyff, e avanços de Asensi e Marcial, formando outra linha de 4 com a companhia ofensiva de Rexach e Sotil.


Flagrantes táticos





Exemplo da composição do 1-4-1-4: Cruyff (assim como Xavi no Barcelona) recua para receber o 2º passe e começar mais uma trama ofensiva do time catalão. Este 2º passe podia sair dos pés do lateral esquerdo De La Cruz, do camisa 4 Henrique Alvarez Costas, e do camisa 6 Juan Carlos Pérez.

Cruyff como autêntico homem de ligação, recebe a pelota no centro do campo, e os volantes/meias, Marcial e Asensi se projetam ao ataque.

Exemplo de uma frente formada por 5 jogadores altamente ofensivos: Cruyff parte com a bola dominada, tendo a sua frente, próximo ao árbitro, o camisa 11 Marcial. Mais a diante, na direção do holandês, o camisa 8 Asensi, e se deslocando pelo lado esquerdo, o peruano e camisa 10 Sotil.
 
Flagrante do posicionamento do camisa 3 Torres Garcia, como homem da sobra, tendo a sua frente uma linha de 4 jogadores.
Exemplo da variação 3-2-5, com o camisa 4 Henrique Alvarez Costas posicionado adiantado,como volante, a frente de uma linha de 3 jogadores.




Exemplo da variação 3-2-5, com o camisa 4 Henrique Alvarez Costas posicionado adiantado,como volante, a frente de uma linha de 3 jogadores.





Cruyff como duble de ponteiro ou meia-extremo (como Iniesta na seleção espanhola ou Messi no mesmo Barcelona e no selecionado albiceleste) em jogada individual pelo flanco direito da intermediária catalã.
Flagrante do golaço marcado por Cruyff, que penetrou pelo meio da grande área merengue, e após driblar dois zagueiros, deixou o placar em 2 a 0 para o Barcelona, ainda no primeiro tempo de partida.
Cruyff se projetando (repare que ele não se posiciona de costas para o gol adversário, tal qual Messi no Barça) para receber passe de Marcial, pela faixa central da cancha.

 

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

BOM FUTEBOL Football Clube!




Passei a gostar de futebol, graças ao meu pai, que na época (1966) era também o “craque Gibirinha” do futebol amador de Niterói e ao Flamengo de Zico, Andrade, Adílio, Leandro & Cia.


Mesmo torcendo para aquele Flamengo “fácil de torcer”, fui ao Maracanã para assistir feras da bola como Mendonça do Botafogo, Pintinho, Rivelino e Paulo Cesar Cajú do Fluminense e Bráulio do América.


Sobre as Seleções, me empolgava ainda moleque mais a escalação do Brandão com o saudoso Geraldo,o jovem galinho de Quintino e o já consagrado Riva, do que ver Chicão barrando o Falcão na Copa de 78.
Me empolgava também, a despeito desta rivalidade escrota e babaca, ver o talento de um Ardiles e de um Mario Kempes, naquela mesma Copa.


Com o fim da “Era Zico” no Flamengo e na seleção brasileira e a proliferação dos meio-campistas arrastadores de bunda no chão escalados e respaldados através do “lazaronês” de Lazaroni à Autuori, percebi que mais do que Flamenguista, eu era um torcedor radical do “Bom Futebol Football Club”.

Seleção brasileira, não curto mais desde a Copa de 86.


Seleções argentinas vem sendo desde 94 a minha preferência exclusiva, por continuarem a valorizar sua escola de belo toque de bola em trocas curtas de passe e meio-campistas que sabem tratar a bola unindo simplicidade, entrega e arte.

Admiração diferenciada e especial pelo Estudiantes de La Plata e seu “futebol família” funntado na mística dos Verón, o que me remete sempre aos tempos de futebol amador de bairro e o desejo de seguir os bons “passos e passes” de um craque ao mesmo tempo, pai, referência e ídolo.


Termino o ano de 2009, destacando que valeu demais ver um Internacional de Porto Alegre, no primeiro semestre e este Fluminense que luta e encanta nos três últimos meses do ano.
Este “Fluminense do Cuca”, particularmente me agrada muito porque tem apostado em jovens revelações crias da base, como Dalton, Digão, Dieguinho, Alan e Maicon, que além de bom futebol tem demonstrado forte personalidade diante de um momento tão delicado para o clube, que luta para não perder o direito de continuar na primeira divisão nacional, em 2010.


Título,taça ou troféu é bom mesmo pra diretor de base, pra presidente que faz carreira política fora do clube e pra jogador que mira bons contratos no futebol internacional.


Eu gosto do futebol que da gosto de ver e não necessariamente, do futebol que muitas vezes os técnicos pegam “gosto”, por faze-los vencer.

sábado, 24 de outubro de 2009

Albiceleste estréia no Mundial sub 17 na Nigéria - Argentina 1 x 0 Honduras


Renato 'La Bruja' Zanata, direto do QG Pincharrata!!

Atuação da seleção argentina no jogo de estréia no Mundial sub 17, realizado na Nigéria.



Fonte: Jornal Olé

No primeiro tempo, o jogador que mais se destacou na seleção argentina, foi o atacante do River Plate, Daniel Villalva.

Villalva, camisa 9 da albiceleste, foi sempre incisivo, assumindo a responsabilidade de fazer a argentina jogar do meio pra frente, pois em vários momentos Villalva se posicionou vindo de trás armando jogadas na intermediária adversária, tarefa que deveria ter sido executada com maior frequencia pelo camisa 10 Sebastian Gonzalez, que teve atuação discreta na partida, principalmente no segundo tempo.
Villalva se afastava muito da área para praticamente armar o jogo pelo meio campo em vários momentos do primeiro tempo.
Gonzalez apareceu de forma mais efetiva, apenas nas bolas paradas em cobranças de escanteios, exceto em dois lances no final da primeira etapa, que destaco a seguir.

34 min - Ótima jogada de Villalva pela ponta esquerda, para a conclusão mascada do camisa 11 Sergio Araujo, cria do Boca Juniors, que perdeu ótima chance de gol ao cabecear fraco para a fácil defesa do goleiro Fonseca de Honduras.

42 min - Em um raro bom momento na partida, o camisa 10 Sebastian Gonzalez, cruzou da direita para bela bicicleta de Sergio Araújo, concluindo por cima do travessão do gol hondurenho.

44 min - Na segunda boa "aparição" do camisa 10, Sebastian Gonzalez, jovem promessa do San Lorenzo de Almagro, o meia pegou bom chute de direita de fora da área, com a bola passando rente ao travessão do gol adversário.


2º Tempo:

Uma forte chuva, atrapalhou em muito os últimos 45 minutos da partida entre Argentina e Honduras, na Nigéria.

"Quem não faz..."

11 min - O camisa 14 de Honduras, Oscar Padilla, recebeu ótimo lançamento na entrada da área, pelo lado direito do ataque hondurenho, mas disperdiçou boa chance de gol.

13 min - Gol da Argentina!
 Após jogada rápida e aguda entre o camisa 7 e volante pela esquerda Ezequiel Cirigliano (cria do River Plate) com o camisa 15 Esteban Orfano (atleta do Boca Juniors) ,o atacante Sergio Araujo acertou de fora da área um chute preciso e rasteiro no canto esquerdo do goleiro hondurenho.

30 min - A forte chuva  já estava prejudicando bastante a drenagem do gramado e consequencia disso, jogadores de ambas as seleções, começaram a ter grande dificuldade para trocar simples passes curtos na segunda etapa.

Posse de bola : Argentina 67% x 33% Honduras

Mesmo com nítida superioridade na posse de bola, a seleção argentina não exigiu do goleiro hondurenho, nenhuma grande defesa na partida.
Alguns bons chutes a gol de média e longa distância foram dados pela seleção argentina, mas sem direção certa , exceto o chute de Araujo no segundo tempo, que decretou o placar do jogo.

Substituições de Brown

saiu: Sergio Araujo - entrou: Eduardo Rotondi 
Sergio Araujo, destaque principalmente do segundo tempo, deu lugar aos 28 minutos, para o atacante do Argentino juniors, Eduardo Rotondi, que pouco acrescentou para a equipe.

saiu: Sebastian Gonzalez - entrou: Gonzalo Apaza
O meia e camisa 10 Sebastian Gonzalez, deu lugar ao volante do River Plate Gonzalo Apaza, aos 36 minutos da etapa final.

"Levanto a bola para vocês":

O mais natural não seria a entrada de Matías Sosa, revelação do Estudiantes de La Plata?
José Brown não exagerou em cautela com esta substituição, procurando garantir a vitória com receio de sofrer o empate de Honduras ?

saiu: Daniel Villalva - entrou: Lucas Kruspky
Aos 44 minutos do segundo tempo, Brown fez sua segunda "substituição defensiva", ao tirar de campo o camisa 9 Daniel Villalva, destacadamente o melhor jogador em campo na primeira etapa ( porém apagado na segunda etapa ) e em seu lugar colocou o zagueiro Lucas Kruspky , jogador do Independiente.

Meus destaques:
Os jogadores que na minha opinião, mantiveram uma boa regularidade durante toda a partida foram Ezequiel Cirigliano , Franco Bitancourt , Esteban Orfano e destacaria ainda:
 Daniel Villalva pelo primeiro tempo e Sergio Araujo por dois bons lances no primeiro tempo e pelo tempo em que esteve em campo na segunda etapa, marcando um belo gol que deu os primeiros 3 pontos para a seleção argentina na competição. 


Ficha Técnica ( Fonte - Jornal Olé )
 Argentina : Damián Martínez (Independiente); Leandro Marín (Boca), Esteban Espíndola (River), Leandro González Pirez (River); Esteban Orfano (Boca), Ezequiel Cirigliano (River), Jorge Balbuena (Lanús), Franco Bitancourt (River); Sebastián González (San Lorenzo); Daniel Villalva (River) y Sergio Araujo (Boca).
Técnico: José Luis Brown


Substituições: Rotondi (Argentinos) por Araujo (28´ ST), Olid Apaza (River) por González (36´ ST) e Lucas Kruspzky (Independiente) por Villalva (44´ST).


Honduras : Fonseca; Rivera, Alvarado, Fuentes, Lozano; Tobias, Padilla, Aragón; López; Martínez, Rivas.
Treinador: Eugenio Unmazor


Arbitro: Massimo Busacca (Suiço)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Enzo Perez, o 8º Leão de La Plata!





Enzo Nicolas Perez, ótimo meia-direita de apenas 23 anos, oriundo da província de Mendoza na argentina.

Típico meia argentino que procura mais o "jogo curto”, a tabela com seus companheiros, Enzo Perez chuta muito bem com as duas pernas e invariavelmente se apresentado na área adversária, como importante opção de conclusão em gol, pela qualidade de seu arremate.

“(...) mais ousado e ofensivo...Pérez sabe marcar, mas também joga. Tem bom fôlego”

( Mauro Betin, jornalista )

Enzo Perez, começou a desenvolver seu futebol no Godoy Cruz de Mendoza e em 2007, se transferiu para o Estudiantes de La Plata.
De reserva com o ex-técnico Leonardo Astrada nas finais da Sulamericana 2008, quando só participou daquela decisão ao entrar no lugar de Iberdia, Perez foi fundamental na conquista do título da Copa Libertadores 2009.

Enzo Perez, foi o autor do chamado “gol qualificado” na derrota por 2 x 1 para o time peruano do Sporting Cristal no jogo de ida , possibilitando ao Estudiantes, a confiança necessária para vencer pelo placar mínimo de 1 x 0 no jogo de volta em La Plata e obter assim, a classificação na “Pré-Libertadores”.

Enzo Perez, também foi fundamental nas partidas finais da última Libertadores, principalmente no jogo de ida em La Plata.

Nos momentos em que o capitão Verón encontrou dificuldades para jogar devido a forte marcação feita pelos jogadores do Cruzeiro ou se “poupou” por ainda não se encontrar 100% fisicamente, Perez foi destacadamente um importante nome naquela partida, sendo inclusive o responsável pela defesa mais difícil do goleiro cruzeirense Fábio, após ótimo chute do meia argentino, numa bela jogada de penetração pela direita do ataque pincharrata.

Esta semana, Enzo Perez recebeu o reconhecimento pelo seu ótimo futebol e a melhor notícia de toda a sua carreira como jogador profissional. Foi convocado pelo técnico da seleção argentina, Diego Maradona, para o amistoso contra a seleção de Gana, a ser realizado no dia 30 de setembro,em Córdoba, na argentina.

“Espero que cuando salude a Diego no me tiemblen las piernas, y ojalá que pueda ser una prueba para más adelante”
(Enzo Perez, sobre sua convocação para a seleção argentina )

Vídeo: Enzo Perez, marcando 3 gols na vitória do Estudiantes de La Plata por 3 x 2 contra o Argentinos Jrs. pelo torneio “Clausura 2009”, ao mesmo tempo em que a equipe de Sabella avançava as quartas-de-final da Libertadores da América:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Camisa 8 do Kaká, por 234 Reais. Quanto valeria a 8 do mestre Didi?












Na sua primeira aparição no time titular do São Paulo, Kaká utilizava a camisa de número 30. Ainda no tricolor paulista, o meio-campo também utilizou o número 8, seu preferido.




O desempenho de Kaká chamou a atenção de Felipão, então técnico da Seleção Brasileiro, que o convocou para a Copa de 2002, quando a jovem promessa usou o número 23.

Quando se transferiu para o Milan, entretanto, Gattuso já vestia a 8, e Ambrosini era dono da 23. O brasileiro optou então pela 22, dia de seu aniversário.
Na Copa de 2006, Kaká utilizou novamente a camisa 8 e agora pós afastamento de Ronaldinho Gaúcho das convocações do técnico Dunga, Kaká vem utilizando a camisa 10 da seleção brasileira.
Na fabulosa tarde de apresentação do meia atacante a torcida do Real Madrid, Kaká posou e desfilou para o mundo com o 8 ás costas.
A camisa 8 que Kaká vestirá pelo Real Madrid, levou milhares de torcedores as lojas de material esportivo na Espanha, apenas 24 horas após a sua apresentação.
Lojas da capital espanhola fazem a impressão do nome e número do meia na hora. No site oficial, a camisa está sendo vendida por R$ 234,00.
R$234,00 ??

Quanto valeria hoje dentro deste Futebol globalizado , endinheirado e que banaliza cada vez mais a palavra craque, se a "camisa 8" que chegasse a europa, agora ( as 14 horas em 01/07/09 ) no portão principal do estádio Santiago Bernabeu, em Madri, fosse a 8 do mestre Didi que jogou pelo mesmo Real Madrid, entre1959 e 1960 ?
Quanto custaria a camisa 8 do mestre Didi, na lojinha do Real Madrid ?

PS: Em 1959, seduzido por uma generosa proposta do Real Madrid, o craque Didi desembarcou na Espanha para formar com Di Stefano e Puskas um meio-campo de sonhos. Não deu certo. Didi não conseguiu superar os desentendimentos que teve com a dupla e voltou desapontado, em 1961, para o Brasil.

Fontes:

Esporte Interativo - site uol
Globoesporte.com - Madri