quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Provável Once Caldas para a primeira partida contra o Internacional

Segundo o jornalista Ramón Andrés Salazar Vallejo, do diário colombiano “El Tiempo”, o Once Caldas do DT Pompilio Paez, deverá se apresentar taticamente a partir do 4-3-3. Sem a bola dará muita atenção aos lados da sua intermediária defensiva, e de posse da pelota, irá priorizar tramas de contragolpes, explorando bastante as beiradas do campo defensivo Colorado.

Porém, Ramón Vallejo ressalta que o treinador Pompilio Paez costuma guardar surpresas táticas para os seus adversários, já que nem sempre o que ele declara nas entrevistas que antecedem importantes jogos de sua equipe, realmente se confirmam quando a bola começa a rolar (Confira no diagrama tático).

O técnico Pompilio Paez está debutando em competições internacionais, comandando um Once Caldas que perdeu para esta temporada jogadores como, Dayro Moreno, Alexis Henriquez, Elkin Calle e Alexander Mejía. O time colombiano conta para este início de 2012, com os experientes goleiros, Juan Carlos Henao, e Luis Enrique Martínez, e ainda, com os retornos dos paraguaios, Jorge Daniel Núñez e Guillermo Beltrán.

Provável formação do Once Caldas: Luis 'Neco' Martínez; Jamell Ramos, Diego Amaya, Emmanuel Acosta e Mauricio Casierra; Harrison Henao, Mario González e Avimeled Rivas; Jorge Daniel Núñez, John Freddy Pajoy e Guillermo Beltrán (ou Jéfferson Cuero).
DT.: Pompilio Paez

Obs: O Paraguaio, Jorge Daniel Nuñez, apresenta um quadro febril, e ainda passará por uma avaliação final do médico Carlos Alberto Osório, para que seu nome possa ser confirmado entre “los Once de Manizales”, que encaram o Internacional de Porto Alegre hoje à noite, a partir das 22 horas, no estádio Beira-Rio. Como opção para o posto de Jorge Nuñez, o Once Caldas contratou para esta temporada, o meia-atacante, Anthony Tapia, jogador de 24 anos, que apresenta habilidade em jogadas de velocidade, e possui qualidade nos arremates de fora da área.
Diagrama tático ilustrativo baseado no histórico tático recente dos jogadores citados como prováveis titulares para o confronto de logo mais contra o Internacional de Porto Alegre:



O defensor Diego Amaya pode atuar como líbero (O DT Paez também aplica a linha de 3 zagueiros), zagueiro central ou quarto zagueiro. Na lateral direita, recém chegado do Olímpia paraguaio, teremos o experiente Jamell Ramos (30 anos), com passagem pela seleção colombiana sub 20 no Sulamericano disputado no Equador em 2001. A frente da linha de 4 defensores, deveremos ter (também em linha) os volantes, Mario González, Harrison Henao e Avimeled Rivas. Avimeled Rivas tem passagem recente pelo Boyacá Chicó, e chegou ao Once Caldas com a incumbência de substituir Alexander Mejía, volante que agora defenderá as cores do Atlético Nacional.
O paraguaio Jorge Daniel Nuñez, posicionado a frente do citado trio de volantes, será o responsável pela armação de jogadas, por dar o toque criativo nas tramas de contragolpes do Once Caldas, fazendo com que a bola chegue aos dois homens de frente, John Freddy Pajoy e o seu parceiro de ataque que poderá ser o também paraguaio, Guillermo Beltrán, que se posiciona mais por dentro, ou Jéfferson Cuero, que costuma buscar os lados da grande área rival.

O diagrama tático acima parte de um 4-4-2 (4-3-1-2) baseado também, na opção do DT Pompilio Paez, em escalar o centroavante Guillermo Beltrán. Caso a escolha seja por Jefferson Cuero, poderemos ter então, o 4-3-3 indicado pelo jornalista Ramón Andrés Salazar Vallejo, com Jorge Daniel Nuñez atuando (ou Tapia) como um “falso nove”, chegando de trás e se posicionando pelo miolo da zaga Colorada, com Pajoy e Cuero pelos flancos, abrindo a defesa do time brasileiro, e dificultando os avanços dos laterais do Inter.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que escrevi em agosto de 2009, sobre o Camacho e a base do Flamengo

Escrito em 08 de agosto de 2009
Sofisma: Argumento aparente (não conclusivo) que serve ao propósito seja de induzir outrem a erro, seja de ganhar a qualquer preço uma contenda ou discussão.

Vocês conhecem o SOFlaSMA ?

Não?

O neologismo em questão, nada mais é do uma referência ao discurso sofismático propagado por vários jogadores e pela atual direção do Flamengo.

O técnico Andrade, o Adriano Imperador e o goleiro Bruno, ao comentaram ontem, quase em coro, que não se pode culpar os jogadores jovens oriundos da base do clube pelas últimas derrotas do time no brasileirão, na verdade, eles levantaram a suspeita sobre os garotos e desviaram o “foco” dos verdadeiros culpados pelo rendimento ruim do time no Brasileirão.

Ronaldo Angelim não tem jogado nem de perto o que jogava ano passado.

Pode ser devido ao preparo físico pós-sério problema de lesão que ele teve no início deste ano, não?

O Bruno (goleiro), apesar de jovem (não é cria da base), é um dos mais experientes deste elenco, e têm falhado constantemente.

O Adriano nos 2 últimos jogos perdeu inúmeras oportunidades de gol que não costuma perder.

O garoto Camacho em 2 lances: 1 lançamento preciso para o Emerson (Sheik) contra o Grêmio e outro lançamento ontem, para o Adriano, ambos mal aproveitados pelos experientes atacantes, fez mais (só por estes lances) que o Fierro, em todos os jogos em que o chileno entrou. Fato!!

O menino Jorbison, mesmo nervoso em outros jogos, ontem no lançamento preciso para o gol do Emerson, fez mais do que os balões sem direção do atabalhoado Everton (que não é da base do Flamengo).

O Lenon, no mínimo sabe tratar a bola melhor do que o Willians, que “rouba a bola” e a devolve em seguida para o adversário.

O Bruno Paulo estava entrando bem nas partidas em que foi escalado, tanto pelo Cuca, quanto agora pelo Andrade.

Vejo como única exceção daqueles garotos criados na gávea, o Fabrício, que tem vacilado na saída de bola, e protagonizado seguidas pixotadas.

O Flamengo tem histórico em se tratando de exigir demais das suas revelações e agüentar o futebol horroroso de outros contratados.

Foi assim com Marcelinho Carioca, Djalminha, Andrezinho e o próprio Adriano Imperador, que era constantemente vaiado pela torcida quando subiu para os profissionais. A diretoria se desfez dele na época em que Zagallo era o treinador.

O Renan Oliveira do Atlético Mineiro perdeu pênalti contra o Palmeiras e ontem, teve outra oportunidade de atuar. Participou diretamente dos 2 gols do Galo contra o Avaí.

No Santos, o Ganso e o Neymar já tiveram altos e baixos, mas seguem lá, tendo suas oportunidades e amadurecendo aos poucos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Porque o Botafogo é meu candidato aos títulos do Carioca e da Copa do Brasil, em 2012

Notícias da pré-temporada do alvinegro carioca destacam que o time dirigido por Oswaldo de Oliveira irá a campo com Jefferson, melhor goleiro do país em 2011; uma dupla de zaga que se não é a dos sonhos do torcedor é melhor, por exemplo, do que as zagas de Flamengo e Fluminense; com os bons laterais, Lucas e Marcio Azevedo (Não é Cortês mas não deve nada aos outros do Rio); e organizado taticamente no 4-2-3-1.


Até aí, quase nenhuma novidade com relação ao Botafogo de Caio Jr.

Porém, se naquele Botafogo de Caio Jr. a linha de três "meias" incluía o atacante Herrera, agora, com Oswaldo de Oliveira, deveremos ter o meia Andrézinho na vaga do argentino.

Quando Caio Jr. optava por barrar Herrera ou Elkeson para escalar o meia Felipe Menezes, o Botafogo perdia velocidade, mobilidade, e verticalidade no setor de ataque, características estas que sustentaram o time em seu melhor momento no campeonato brasileiro de 2011. Felipe Menezes foi lento, previsível, apático sem a bola, e menos criativo que o diferenciado Elkeson.

Com a chegada do bom meia Andrézinho, o "novo 4-2-3-1 alvinegro" poderá manter a velocidade, a mobilidade, e a verticalidade, e ainda, ganhará em maior criatividade e visão de jogo dentro do campo defensivo adversário. Andrézinho deverá dar mais velocidade a bola nas transições ofensivas do Botafogo do que tínhamos com o Felipe Menezes. Se ambos os meias podem agilizar jogadas com passes longos, Andrézinho é mais ágil e vertical que Menezes, em se tratando de projeções ofensivas com a bola dominada, ou servindo os companheiros com toques de primeira.

Andrézinho poderá manter o time veloz (toques de prima para dar velocidade a bola), e vertical pelo lado direito como fazia Herrera (ou inverter posicionamento com Elkeson), agregando mais criatividade e agilidade na transição ofensiva da equipe, do que vinha fazendo o meia Felipe Menezes. Sem a bola, Andrézinho pode não superar a gana e a entrega do argentino Herrera no combate mais aproximado ao adversário de posse da bola, porém, é um jogador muito mais voluntarioso neste quesito do que Felipe Menezes.

Deveremos ter um Botafogo sustentado taticamente por um 4-2-3-1 que além de manter a velocidade e a envolvente movimentação dos 4 homens de frente, características estas que fizeram com que muita gente apostasse no alvinegro carioca como um dos clubes que conseguiria ao final do campeonato, ao menos em uma vaga na Libertadores 2012, também agregará:

1 - mais criatividade e visão de jogo na criação de tramas ofensivas, sobrecarregando menos o ótimo volante Renato na armação de jogadas;

2 - uma maior qualidade nos lances de bola parada com melhor aproveitamento do time nos tiros livres diretos e/ou em dois lances;

3 - qualidade as tabelas e triangulações dentro da intermediária oposta e ao chamado “último passe” (mais “limpo”, menos “na dividida”) para o artilheiro Loco Abreu.

Diagrama tático ilustrativo do provável 4-2-3-1 alvinegro para o campeonato Carioca e a Copa do Brasil, em 2012:

Destaque para a manutenção em alto nível, da saída de bola e organização de meia cancha com o volante/meia, Renato, e perfil técnico e tático do trio, Maicosuel, Elkeson e Andrézinho para qualificar tramas e inversões de posicionamento no setor de ataque do Botafogo.

Confira post sobre o Botafogo de Caio Jr. e Felipe Menezes

Relembre post sobre o melhor momento do Botafogo dentro do Brasileirão 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Workshop de overlapping com os mestre, Tita e Leandro (Flamengo 81)

Neste post em homenagem ao timaço do Flamengo que acompanhei de perto (tinha 15 anos de idade na época), tanto no Maracanã, como no estádio do Caio Martins, registro aqui a bela jogada de ultrapassagem (O overlapping de Claudio Coutinho) entre Tita e Leandro, no segundo da partida em que o rubro-negro carioca venceu o Liverpool pelo placar de 3 a 0, e se consagraou campeão intercontinental de 1981.

Um lance que arrancou muitos aplausos das arquibancadas. Você pode conferir este belo exemplar de overlapping no tape integral daquela decisão em Tóquio, quando o vídeo estiver em: 1:07:48



No dia seguinte após a histórica conquista no Japão, o jornal O Globo publicou o depoimento dos protagonistas daquele lance que encantou o estádio e o mundo, e que poderiam juntos, ter tornado aquela seleção brasileira de 82 ainda mais competitiva e fantástica dentro da Copa do mundo da Espanha:Confira os flagrantes da jogadaça combinada entre Tita e Leandro:

“A jogada que mais espanto causou aos torcedores japoneses não foi nem de Zico, nem de Nunes, os dois destaques da partida na opinião dos jornalistas e organizadores da partida. A jogada que arrancou um “Ooooohhhhh” de admiração, foi um overlapping de Tita e Leandro, já no segundo tempo:

- Poxa, pensei que fôssemos ganhar um carro só por causa daquele lance. A torcida, pelo menos, endoidou. E os beques ingleses também. O tal Thompnson e o tal Lawrenson estão procurando a bola até agora. Vieram secos em cima de mim e, quando deram conta, o Leandro já ia longe, livre, pela linha de fundo.

Satisfeito, Tita lembrava o lance. Foi uma ameaça de drible, um balançar de corpo e o toque rápido, curto, para Leandro, que passava por trás, na corrida:

- Desde os tempos de Coutinho que treinamos este tipo de jogada. O Toninho, inclusive, a fazia com perfeição e, de tanto olhar e treinar, acabei aprendendo. Eu e Tita, hoje em dia, a executamos bem – disse Leandro.

No final, os dois concluíram:

- Lá pela direita, juntos, fazemos o diabo. Até que o Telê podia se empolgar e levar a dupla junta para a seleção, não?"


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Análise tática da Lusa na vitória sobre a Ponte Preta

Portuguesa 2 x 1 Ponte Preta

Sexta-feira, 28 de outubro de 2011


33ª Rodada do Campeonato Brasileiro da Série B


Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte (Canindé)


Portuguesa


1- Weverton; 2- Luis Ricardo, 3- Leandro Silva, 4- Renato e 6- Marcelo Cordeiro; 5- Boquita (16- Junior Timbó – 33’/2ºT), 7- Henrique (13- Jaime – 42’/2ºT), 8- Guilherme e 11- Edno; 9- Ananias (14- Raí – 30’/2ºT) e 10- Marco Antonio


Técnico: Jorginho


Ponte Preta


1- Julio Cesar; 2- Patric (17- Thiago Luis – 36’/2ºT), 3- Leandro Silva, 4- Ferron e 6- João Paulo; 5- João Paulo Silva, 7- Josimar, 8- Caio (18- Lucio Flavio – 15’/2ºT) e 10- Renatinho; 9- Ricardo Jesus e 11- Ricardinho (16- Gerson – 30’/2ºT)


Técnico: Gilson Kleina


Uma marca registrada deste time comandado pelo técnico Jorginho – e observada nesta vitória sobre a vice-líder Ponte Preta é o comprometimento tático - também sem a bola - por parte do trio de frente formado por Ananias, Edno, e principalmente pelo incansável e polivalente Henrique (volante, meia , e atacante). Eles auxiliam bastante o trio de meia cancha formado por Marco Antônio, Guilherme e Boquita, na marcação sobre as ações de ataque das equipes adversárias.
Quando a Portuguesa retoma a posse de bola, a trinca Edno, Ananias e Henrique com apoio criativo de Marco Antônio, “assinam” jogadas de intensa movimentação, rápidas e agudas pelos flancos, ou através de tabelas e triangulações compactas dentro do campo ofensivo da Lusa.

Nesta vitória sobre a Macaca que praticamente garantiu a Lusa o título de campeã da série B em 2011, o técnico Jorginho colocou em campo três jogadores revelados na base da Portuguesa. Os titulares, Guilherme (20 anos) e Henrique (20 anos), e o zagueiro Jaime (21 anos), que entrou no final da segunda etapa.


Diagrama tático correspondente ao primeiro tempo da Portuguesa:
Um flexível 4-3-3 em virtude do grande dinamismo tático (intensa movimentação ofensiva e constante colaboração na marcação) dos 4 jogadores mais ofensivos da Lusa. Refiro-me a Marco Antônio, Henrique, Edno e Ananias. A partir do 4-3-3 observamos também o 4-2-3-1, e sem a bola, o 4-5-1.
A dupla de zaga da Lusa, Leandro Silva e Renato, inverteram o posicionamento durante a partida. Na primeira etapa Renato atuou mais pelo lado esquerdo da defesa rubro-verde, e na etapa final, inverteu o posicionamento com o camisa 3 Leandro Silva.
O time rubro-verde que começou a partida exercendo uma marcação adiantada - não sustentada no decorrer dos 90 minutos – seu organizou taticamente (com a posse de bola) a partir do seu 4-3-3 com variação para o 4-2-3-1.
Sem a posse de bola, a Portuguesa formou um 4-5-1, geralmente com o Edno como o jogador mais adiantado da equipe.
O 4-3-3 aplicado pela Lusa no início da pelea frente à Macaca se apresentou bastante dinâmico devido à intensa movimentação dos jogadores de meio campo e ataque, com e sem a posse de bola.

Os volantes, Boquita e Guilherme mudavam de lado por dentro da cancha, tanto para se revezarem na aproximação aos quatro homens mais adiantados – Marco Antônio, Ananias, Henrique e Edno – quanto no posicionamento a frente da linha de 4 defensores da Lusa. Sendo que o camisa 8 Guilherme, foi mais produtivo dentro da intermediária ofensiva da Portuguesa do que Boquita, mais contido nos avanços sobre o campo defensivo da Ponte Preta. Principalmente no segundo tempo de jogo, Guilherme foi mais participativo na frente do que o bom meia Marco Antônio, valendo dizer que o ex são-paulino esteve técnica e taticamente abaixo do que pode render.
Praticamente só através das bolas paradas foi que o camisa 10 Marco Antônio conseguiu acionar o trio de frente formado - com a posse de bola - por Edno, Henrique e Ananias.
A saída de bola da Lusa foi facilitada dentro da sua intermediária defensiva devido à marcação frouxa da Ponte Preta, e mesmo assim, o time do técnico Jorginho abusou da ligação direta em bolas longas executadas pela sua zaga, principalmente pelos pés do zagueiro Renato, mais técnico do que Leandro Silva, seu companheiro no miolo de defesa da Lusa. Lembrando que a dupla de zaga Rogério e Mateus não foi a campo nesta vitória da Portuguesa por 2 a 1 sobre a Macaca.
Jorginho não pode contar com Rogério (séria lesão de joelho, só retorna em 2012) e Mateus, com dores musculares na coxa direita.
O camisa 3 Leandro Silva foi a referência ofensiva da Lusa nas jogadas de bola parada, e o camisa 4 Renato foi o zagueiro que trabalhou mais com a bola pelo chão, pois apresenta mais qualidade técnica para sair jogando, efetuando o passe longo ou conduzindo a bola até as proximidades do grande círculo central executando o passe curto para que os volantes e o meia Marco Antônio dêem seguimento na jogada.


Como a Ponte Preta se postou recuada esperando a Portuguesa dentro do seu campo defensivo, os volantes Boquita, Guilherme, e o meia Marco Antônio se adiantavam buscando o lado oposto da cancha ficando muito distantes dos seus zagueiros e do goleiro Weverton, que sem a possibilidade do jogo compacto através da troca aproximada de passes, passaram a rifar a bola em direção ao campo adversário. Como mencionei acima, o meia Marco Antônio não viveu uma noite inspirada, e recebeu pouco a primeira ou segunda bola na transição da Lusa de sua defesa para o ataque.

Edno que começou a partida posicionado mais pelo lado esquerdo do campo ofensivo da Lusa, após os 12 minutos do primeiro tempo, também passou a se oferecer para as tramas de frente, se movimentando em direção ao lado direito do ataque rubro-verde. Do lado direito Edno fez belo cruzamento para Marco Antônio obrigar ao goleiro da Ponte, Julio César, a executar importante defesa com 16 minutos de bola rolando.

No lance seguinte, aos 17 minutos do primeiro tempo, aberto pelo lado esquerdo, Edno – melhor jogador em campo – fez outro ótimo cruzamento para dentro da área da Ponte Preta, e o camisa 9 Ananias abriu o marcador para a Portuguesa. O baixinho Ananias atuou mais centralizado dentro da identificada ‘linha’ de três homens de frente da Lusa, com o camisa 7 Henrique mais a direita, e o camisa 11 Edno pelo setor esquerdo do ataque rubro-verde.
O incansável e jovem camisa 7 Henrique, 20 anos (15/12/1990), cria da base rubro-verde, realizou importante contribuição aos volantes Boquita e Guilherme na marcação da Lusa em seu setor de meia cancha no combate ao quarteto mais ofensivo escalado pelo treinador Gilson Kleina, formado por Renatinho, Caio, Ricardinho e Ricardo Jesus.


Boquita e Guilherme foram poucos efetivos na tarefa de promover a saída de bola da Lusa, e o auxílio de Henrique foi fundamental quando a portuguesa era atacada pela equipe campineira, por dentro e principalmente pelo lado direito da sua defesa. Se o Edno – sem a bola – fechava o lado esquerdo em auxílio ao lateral esquerdo Marcelo Cordeiro, pelo lado direito, Henrique recuava até o campo defensivo da Lusa para auxiliar não só os seus volantes e miolo de zaga, mas também ao lateral direito Luis Ricardo, contra as incursões de Patric, Renatinho e Ricardo Jesus.

Os laterais da Lusa fizeram uma partida discreta ofensivamente (salvo o bom passe de Luis Ricardo para Henrique no 2º tempo), preocupados em proteger os seus flancos dos avanços de Patric e João Paulo, respectivamente, lateral direito e lateral esquerdo da Ponte Preta, e também porque o trio de ataque - principalmente Edno - aprofundou pelos lados do campo de forma satisfatória as tramas ofensivas da Portuguesa.
Aos 22 minutos de jogo a Portuguesa tinha 55% de bola contra 45% da Macaca, e aos 24 minutos da primeira etapa em lance de bola parada pela esquerda do ataque da Lusa, após cobrança efetuada pelo meia Marco Antônio, novamente Ananias, desta vez aproveitando a chamada ‘segunda bola’ após rebote da zaga adversária, marcou o seu segundo gol na partida e decretou no placar, Portuguesa 2 x 0 Ponte Preta.
A ligação entre defesa e ataque da Portuguesa continuou sendo efetuada mais pelas bolas longas dos zagueiros e laterais, e menos através dos pés dos meio campistas Boquita, Guilherme e Marco Antônio, porém foi possível observar também a boa aproximação entre Henrique e Ananias em tramas ofensivas da Lusa.

Diagrama tático correspondente ao 4-1-4-1 da Lusa no segundo tempo depois das duas primeiras modificações realizadas pelo técnico Jorginho após a Ponte Preta diminuir a vantagem da Portuguesa no placar:
Na etapa final o técnico Jorginho substituiu o meia Ananias pelo lateral esquerdo Raí, o volante Boquita pelo meia Junior Timbó, e a Lusa que a partir de então se posicionou na cancha de jogo através do desenho tático 4-1-4-1, passou apostar mais nos contragolpes, com Guilherme mais recuado, posicionado a frente da linha de 4 defensores, Junior Timbó, Marco Antônio, Henrique e Raí formando uma segunda linha de 4 jogadores,e na frente apenas o camisa 11 Edno.
Destaco a entrada do camisa 14 Raí que compôs esta segunda linha de 4 atletas da Lusa, fechando – sem a bola - o lado esquerdo da defesa em auxílio ao camisa 6 Marcelo Cordeiro, e fazendo uso do passe longo buscando a projeção ofensiva do meia Marco Antônio, e principalmente do Edno, jogador da Portuguesa posicionado mais próximo a grande área adversária.
O papel tático desempenhado pelo Raí evitou um desgaste físico maior do Edno e do Marco Antônio, que passaram a se deslocar menos para cobrir o setor esquerdo da Lusa, e com isso puderam colaborar mais com a marcação sobre o adversário por dentro do campo.


Jorginho ainda colocou em campo o zagueiro Jaime em lugar de Henrique, aos 42 minutos da etapa final, e a prioridade dada aos contragolpes permitiu a observação de uma Lusa no 5-4-1 até o apito final do árbitro Paulo Cesar de Oliveira.
Após o gol da Ponte Preta aos 17 minutos da etapa final, quando Lúcio Flávio concluiu de cabeça falta cobrada por João Paulo, o técnico Jorginho mexeu na equipe, organizou a Lusa a partir de um 4-1-4-1 reforçando o lado esquerdo da sua defesa com a entrada de Raí, e passou a apostar mais nos contragolpes.



Flagrantes táticos
Identificando o trio de ataque que compôs o 4-3-3 predominante no primeiro tempo.


Flagrante da intensa movimentação ofensiva da Lusa que além de Edno, Ananias e Henrique, também incluí o meia armador e camisa 10, Marco Antônio.

Flagrante da movimentação defensiva da Lusa em lance que o atacante da Macaca, Ricardo Jesus, obrigou o goleiro Weverton a realizar grande defesa quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0.

Para encarar o Tigre hoje à noite em Criciúma, Santa Catarina

Além do jovem zagueiro Jaime que disputa vaga na zaga com Diego – ambos crias da Lusa – para substituir o suspenso Leandro Silva, o treinador Jorginho irá escalar o volante Rai – também formado na base rubro-verde - na partida desta terça-feira às 20h30min, contra o Criciúma no estádio Heriberto Hulse.

A Portuguesa deverá entrar em campo hoje à noite contra o Tigre de Santa Catarina no Majestoso, com a seguinte escalação:
Weverton, Luis Ricardo, Renato, Jaime (Diego) e Marcelo Cordeiro; Rai, Guilherme, e Marco Antônio; Henrique, Ananias e Edno.




terça-feira, 25 de outubro de 2011

Leão no São Paulo: Resumo do que escrevi no twitter e facebook

O técnico Emerson Leão comandou o São Paulo na última conquista estadual do clube,em 2005. E mesmo conquistando o título estadual daquele ano, Leão deixou o São Paulo em condições de conquistar a Libertadores no mesmo ano. Paulo Autuori deu seguimento ao trabalho, e além da Copa Libertadores, também conquistou a Copa Intercontinental ao derrotar o Liverpool pelo placar de 1 a 0, com gol do volante Mineiro.
Sobre o bom começo de Libertadores do São Paulo sob o comando de Emerson Leão, vale ressaltar que muito treinador rotulado como "top" pela imprensa, jura ser quase impossível ir bem no estadual e fazer também uma boa Copa Libertadores, e vice-versa.
Vejo este discurso como a "muleta" dos chamados "grandes treinadores", que repetem este mantra de que o clube tem que escolher uma competição, e usando um termo da moda, focar seus esforços apenas nela.



Foto do elenco campeão estadual 2005:





Campanha do São Paulo dirigido pelo técnico Emerson Leão, campeão estadual de 2005:
45 pontos ganhos em 19 jogos.
14 vitórias; 
3 empates;
Duas derrotas;
49 gols pró;
21 gols contra;
28 saldo de gols.
Artilheiro do time na competição - Diego Tardelli (12gols).


Diagrama tático ilustrativo referente ao 3-5-2 (3-4-1-2) do São Paulo dirigido por Leão na conquista do estadual de 2005:


Esta foi a escalação do São Paulo no empate em 0 a 0 com o Santos. Resultado este que deu o título estadual ao São Paulo com duas rodadas de antecedência:

Rogério Ceni; Fabão,Lugano, e Edcarlos; Cicinho,Mineiro,Josué,e Júnior; Danilo; Grafite e Diego Tardelli.

PS: Ainda participaram daquele título paulista do São Paulo 2005, entrando inclusive no decorrer daquele empate com o Santos, jogadores como: Jean, Marco Antônio (atualmente na Lusa), Renan, o já aposentado atacante Luizão, na época, prestes a completar 30 anos, e Fabio Santos. 



Os números de Leão no São Paulo, entre 2004 e 2005:



* 45 Jogos


* 27 vitórias


* 12 empates


* 6 derrotas


* 103 gols pró


* 46 gols contra


* 68,8 % aproveitamento


* Leão assumiu o São Paulo no segundo semestre de 2004. Pegou a equipe das mãos do técnico Cuca em sétimo na tabela, e a levou até o terceiro lugar no Brasileirão  daquele ano, garantindo vaga na Copa Libertadores de 2005.





Fonte: Portal globoesporte.com


Confira aqui a tabela completa do campeonato paulista de 2005





Imagens da conquista são-paulina no estadual de 2005:






Diagrama tático ilustrativo sobre um possível São Paulo no 3-5-2 (3-4-1-2) para esta reta final do Brasileirão 2011:


Quando sugiro que o técnico Leão poderá se utilizar do "mesmo" 3-4-1-2 que aplicou no São Paulo campeão estadual de 2005, não tenho a pretensão de igualar em qualidade os dois elencos (2005 e 2011).
Os alas da conquista estadual de 2005, Cicinho e Junior, eram também altamente importantes na organização das tramas ofensivas, devido a capacidade técnica (e leitura do jogo) que possuiam para produzirem jogadas por dentro da cancha (como dubles de meias ou em diagonais) auxiliando ao meia armador Danilo, hoje no Corinthians.

Já os atuais encarregados pelos flancos, Pires e Juan, não possuem uma qualidade técnica que lhes permitam oferecer ao treinador sao-paulino a mesma versatilidade tática que os campeões de 2005, Cicinho e Júnior. Talvez o Juan de 2008 no Flamengo tenha produzido algo próximo disso.


Também naquele São Paulo campeão estadual em 2005, Emerson Leão teve mais opções para o ataque,com Grafite,Tardelli,e o experiente Luizão.


Leão tem a sua disposição no São Paulo de hoje, dentre os jogadores que relacionou para a partida de volta contra o Libertad do Paraguai pela Copa Sulamericana 2011, um Luis Fabiano que ainda busca se recuperar na parte física e técnica, Fernandinho, o ainda promessa, William José, e Dagoberto.




Pensando no jogador do atual elenco são-paulino com melhor perfil para organizar as tramas ofensivas do time a partir da meia cancha, o meia Marcelo Cañete, recém recuperado de uma lesão muscular na coxa esquerda que o tirou dos gramados por sete semanas, é o melhor nome a disposição do técnico Emerson Leão. Principalmente, se levarmos em conta a grande possibilidade do novo treinador do tricolor paulista não desejar contar com Rivaldo para o restante deste campeonato brasileiro. Rivaldo sequer foi relacionado para viajar ao Paraguai, e portanto está fora da partida contra o Libertad nesta quarta-feira.
Como geralmente se percebe no jogador argentino, o habilidoso Cañete, também se compromete mais taticamente, quando o seu time está sem a posse de bola, do que os meias de criação brasileiros.



PS: No diagrama tático ilustrativo correspondente ao São Paulo de 2011, não citei como titulares, os nomes de Rivaldo e Dagoberto, devido a postura de corneteiros que estes dois jogadores vem apresentando dentro do clube, o que provavelmente irá prejudicá-los na busca por uma vaga neste São Paulo, a partir de agora dirigido por Emerson Leão. Por isso, e também pelo fato do enganche argentino Marcelo Cañete estar retornando de contusão, citei o Marlos como titular nesta especulação tática que destaco no post.





domingo, 23 de outubro de 2011

Flagrantes táticos do Botafogo de Caio Jr. e Felipe Menezes na derrota para o Avaí

Ontem, na derrota para o Avaí por 3 a 2, Caio Jr. optou por escalar Felipe Menezes e deixar Elkeson no banco de reservas. Ao meu ver a opção técnica e tática do treinador do Botafogo não funcionou na Ressacada.
Felipe Menezes é mais lento que o Elkeson, e ontem, não reeditou a sua boa atuação contra o Corinthians, ao não compensar esta diferença de dinâmica de jogo com relação ao camisa 9 alvinegro, com passes verticais produtivos*, como por exemplo, o volante Renato, que também não tem a velocidade como elemento de referência do seu futebol, mas sabe ler um jogo e organizar um time como poucos jogadores na sua função.
Felipe Menezes não se movimentou ofensivamente como o ex-titular Elkeson costuma fazer (e fez na segunda etapa) e não auxiliou na marcação no setor de meia  cancha com a mesma agilidade e constância do ex rubro-negro baiano que começou a partida no banco de reservas, por opção do técnico Caio Jr.


Com Felipe Menezes em campo no primeiro tempo, o Botafogo foi mais 4-3-3 do que 4-2-3-1, pois o camisa 10 alvinegro não se aproximou ou sequer trocou de posicionamento com Herrera, com a mesma intensidade que o Elkeson costuma desempenhar, ou seja:
Com Herrera mais preso e isolado do lado direito do ataque alvinegro(Lucas pouco avançou no primeiro tempo tentando em vão, conter ataque do Avaí*), e Felipe Menezes pouco produtivo na armação de jogadas, e posicionado longe do Abreu e do sobrecarregado argentino, o camisa 10 acabou nem auxiliando o Renato na organização das tramas de ataque da equipe alvinegra, como também diminuiu o poder ofensivo do Botafogo, não possibilitando a formação de um dinâmico quarteto de frente, o que ocorre quando Elkeson está em campo, e atuando juntamente com Herrera, Maicosuel, e Loco Abreu. Mesmo com Elkeson não vivendo seu melhor momento técnico.
As palavras do zagueiro Antonio Carlos na saída para o vestiário durante o intervalo de jogo, quando o Botafogo perdia por 2 a 1, explicam bem o que faltou ao Felipe Menezes, e consequentemente ao time de General Severiano nos primeiros 45 minutos:
"O meia deles chega dentro da área.Essa é a diferença"

*passes verticais produtivos - O melhor momento de Felipe Menezes na partida foi o lançamento que o camisa 10 alvinegro realizou e encontrou a cabeça de Loco Abreu. Na conclusão da jogada, Herrera perdeu ótima oportunidade para o Botafogo no primeiro tempo de partida. 

Confira abaixo alguns flagrantes táticos da atuação do meia Felipe Menezes e percebam o quanto ele atuou afastado do trio Maicosuel, Herrera e Abreu, e próximo aos volantes, Marcelo Mattos e Renato. Até aí nenhum problema. Apenas a constatação de uma variação tática no time de Caio Jr. que funcionou melhor contra o Corinthians. No entanto, ontem, esta variação tática não deu liga
O desenho tático do primeiro tempo alvinegro ter sido mais 4-3-3 ou 4-4-2 (Maicosuel também recuava para tentar gerar tramas que o apagado Menezes não conseguia gerar) do que o 4-2-3-1 não foi o problema maior do Botafogo na derrota para o Avaí, mas sim a falta de criatividade do camisa 10 de Caio Jr. quando o time detinha a posse de bola e a sua pouca contribuição na marcação mesmo que ele tenha atuado próximo aos volantes e até mais recuado que um dos dois, como no flagrante tático 03(confira abaixo), quando podemos visualizar o Marcelo Matos à frente do Felipe Menezes, demonstrando que o meia até procurou jogo, mas definitivamente não estava em uma tarde inspirada. Felipe Menezes lembrou os momentos mais sonolentos do ex-camisa 10 alvinegro, Lúcio Flávio. 

Flagrante tático 01

Flagrante tático 02

Flagrante tático 03

No flagrante tático destacado abaixo, em raro momento do 4-2-3-1, esta organização tática foi muito menos dinâmica ( sem a característica movimentação do quarteto de frente, com a posse de bola), e portanto, menos produtiva ofensivamente do que se a opção do técnico Caio Jr. fosse escalar de início, o meia Elkeson ao lado de Maicosuel, Abreu, e Herrera. Foi um 4-3-3 sem a inspiração devida do jogador (Menezes) escalado para fazer o time jogar, em parceria com o volante Renato.

No segundo tempo, Caio Jr. sacou o sobrecarregado Herrera que deveria ter tido o apoio ofensivo adequado do Felipe Menezes (aproximação ou passes longos) e colocou o camisa 9 Elkeson mais aberto pelo lado direito. Adiantou Renato para que o volante organizasse o time em um posicionamento mais adiantado, formando linha de 3 meias com Elkeson e Maicosuel. Ao lado de Marcelo Mattos, Leo, bom volante e ex-Santa Cruz, completou a formação de um 4-2-3-1 real, e ofensivo.
Renato não só gerou mais jogo e se aproximou mais do trio Maicosuel, Abreu e Elkson, do que o Felipe Menezes havia feito na primeira etapa, como também foi mais produtivo na marcação de meia cancha do que o camisa 10 de Caio Jr, quando era o time do Avaí que detinha a pelota.

Com a expulsão de Lucas (lateral do Botafogo se complicou na partida com investidas de Robinho e Cleverson pelo seu setor) o Avaí chegou ao gol da vitória em um rebote do goleiro Jefferson onde a bola sobrou para os donos da casa justamente no lado direito da grande área alvinegra, inferiorizada numericamente após a expulsão do seu camisa 2, como podemos observar nas dois flagrantes táticos abaixo:

Com base nas atuações irregulares de Felipe Menezes, acredito que o futebol apresentado pelo bom meia armador Renato Cajá, que retornou a Ponte Preta e arrebentou no dérbi campineiro realizado semana passada (confira aqui), anda fazendo falta ao Botafogo, pois o vejo como melhor opção técnica, e mais versátil taticamente que o atual camisa 10 do alvinegro carioca. Cajá é mais veloz, mais habilidoso e pode render melhor tanto por dentro do campo próximo aos volantes, como no 4-3-3, no 4-3-1-2, como também no 4-2-2-2 ou posicionado aberto a partir dos flancos, formando trio de meias, como por exemplo, dentro do 4-2-3-1. Justamente são estas duas últimas variantes táticas que este atual Botafogo não vem conseguindo aplicar com igual rendimento.

Vale lembrar que adotando o 4-2-3-1 escalado com o quarteto de frente formado por Elkeson, Maicosuel, Herrera e Loco Abreu, o Botafogo terminou a primeira metade do Brasileirão 2011 com um aproveitamento de 59,6% após uma boa vitória sobre o Fluminense pelo placar de  2 a 1, em partida válida pela 19ª rodada.